São tantos registros sobre solidão, angústia, ansiedade
O que há de novo sobre tudo isso?
O que tem de especial na minha insignificante existência triste?
Meu poema é só um grito mudo para o nada
Mas não consigo evitar
Preciso anunciar minha vida fútil
Mesmo compreendendo a futilidade do meu relato
Qualquer um chora o que eu choro
A lucidez me convida a segurar o lápis
E agradeço minha vida descartável
minha solidão desimportante
e minha ansiedade desprezível
Sou feliz e desgraçada
sexta-feira, 24 de maio de 2019
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