sexta-feira, 29 de abril de 2016

Livros lidos em 2015


  • O lobo do mar - Jack London
  • As relações perigosas - Choderlos de Laclos
  • Retrato do artista quando jovem - James Joyce
  • Contos fantásticos - Guy de Maupassant
  • 20 mil léguas submarinas - Julio Verne
  • O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

sexta-feira, 22 de abril de 2016

"Eu quero é saber de tudo
mas é agora na minha idade
Deixo um beijo pra minha mãe
E um retrato pra matar saudade
A hora triste que sempre chega
no cair da tarde"

Xangai

Uma história para não esquecer Parte 2

Meu amigo tem histórias incríveis. Sua bisavó apaixonou-se pelo seu primo, que estava com um quadro grave de tuberculose, mas foi proibida pelos seus pais de unir-se a ele, pois estava prometida a outro. Ela reivindicou a posse do seu dote, que na época, era apenas entregue para o marido, após o casamento. De algum jeito ela conseguiu pegar esse dinheiro, fugiu de casa, comprou um vestido de noiva e organizou seu próprio casamento. Levaram seu noivo em cima de uma cama para que pudessem casar-se na capela. Com o restante do dote, comprou a capela e viveu com ele (lá dentro) os próximos anos, a fim de curar-lhe. E deu certo. Saindo de um quadro -dito- irreversível de tuberculose, seu bisavô recuperou-se completamente. Viajaram de barco para o Pará e já tiveram seus primeiros filhos lá dentro. Ao longo da vida moraram em vários lugares, tiveram mais filhos. Moraram embaixo de um cajueiro. Ela dizia que era o cajueiro mais limpo da cidade, que era só uma folha cair que ela recolhia. Tornaram-se comerciantes de farinha e estabeleceram condições melhores de vida. Voltaram juntos para sua cidade natal, de onde tinham fugido, e tornaram-se agiotas. Compraram cabeças de gado, fizeram plantação e criaram muito bem seus 15 filhos. Seu bisavô morreu com 99 anos. E a sua avó faleceu logo depois, de tristeza.

Uma história para não esquecer

A tataravó do meu amigo teve complicações nas suas primeiras gestações. Seus primeiros 6 filhos morreram antes de completar 3 anos de idade. Cansada desta frustração, fez uma promessa para Santa Luzia, não se sabe ao certo o que foi prometido apenas que pagou até o último dia de sua vida, e desde então seus filhos passaram a vingar. Seis vieram, todos com nomes começados com a letra L. Seu marido, não a amava. Se apaixonou pela sua irmã mais nova, que também engravidou meia dúzia de vezes, sem sucesso. Mas ao contrário da irmã mais velha, cujo desejo de ser mãe era íntimo e verdadeiro, havia boatos que ela mesma abortava e enterrava suas crias. Ela e o tataravô do meu amigo nunca ficaram juntos e ela um dia simplesmente sumiu. Não se sabe para onde foi e ninguém nunca a procurou, apenas fingiram que nunca existiu. E nunca mais citaram seu nome. Tataravó e tataravô viveram juntos toda a vida, mas sem existir carinho entre eles.
 

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